Hoje saí pela primeira vez sozinha. Fui dar uma volta pela cidade e tinha uma espécie de missão que era comprar um postal para a Aurora. Ao domingo muita coisa está fechada, então acabei por regressar do passeio sem o postal. Encontrei no entanto outras pessoas... pessoas que me reconheceram.


Vendedores de ontem do Mercado do Pau. Encontrei dois que me andaram a chatear ontem, um deles chama-se Jorge Sampaio, imaginem lá. Eu que sou péssima a decorar nomes não me vou esquecer deste! Ontem seguiu-me o tempo todo no mercado. Hoje apertou-me a mão e fartámo-nos de rir quando nos encontrámos. Ele continuava a tentar vender-me a mesma conga de ontem, a que eu lhe disse que não comprava porque não me ia caber na mala. Hoje não insistiu, acho que já percebeu que o meu não é mesmo não e não há volta a dar. Já o colega dele seguiu-me o caminho todo a tentar vender umas girafas. Eu não queria girafas de madeira, por muito giras que fossem. Houve ainda o rapaz das tartarugas, a quem lembrei que nos tínhamos encontrado ontem e ele disse que se lembrava, que eu estava com uma amiga. Perguntei o que mais tinha para vender sem ser as tartarugas de madeira. Mostrou-me umas estátuas em pedra preta. Duas. Uma com cara de um homem, outra com cara de mulher. Comprei as duas, para decorar a minha estante dos livros. Negociei, claro. Não lhe paguei os 800 MT que queria. Paguei 550. Não consegui que baixasse mais que isso.

De regresso ao hotel, cansada de ser seguida e "namorada" por vendedores, o segurança perguntou-me se encontrei o postal. Eu tinha-lhe pedido indicações sobre papelarias à saída. Ao dizer-lhe que não encontrei um rapaz que estava com ele disse que sabia onde encontrar. Explicou-me e eu sabia mais ou menos onde era, mas sabia que tinha que ir de taxi. Ele disse que me levava lá. Tinha um tuk-tuk, que há muito por aqui e acaba por sair um pouco mais barato que ir de taxi. Claro que anda mais devagar, faz barulho e salta nos buracos. É engraçado, também. 

Levou-me a duas lojas. As duas estavam fechadas. Foi comigo então até à feira de artesanato e gastronomia de Maputo. Lá consegui comprar um postal feito com folha de bananeira. Não consegui negociar o preço e achei caro, mas eles ali devem ser mais rigorosos com os preços porque têm taxas a pagar, é um mercado mais organizado do que o Mercado do Pau, que é mais informal.

De regresso ao hotel já pus tudo na mala. Fico impressionada ou com a minha capacidade de organização, ou com a capacidade da mala, que parece encaixar-se tudo lá dentro muito bem. Hoje é dia de viagem de regresso e lá vou ter que passar as intermináveis 10 ou 11 horas dentro de avião de Maputo a Lisboa. Ainda vou passear por lá porque o avião de regresso a Faro só parte à tarde e chego a Lisboa de manhã cedo.  

2 comentários

  1. Mas que aventura. Uma cidade estranha tem tanto de misterioso como me perigoso!

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    1. Sim, e Maputo foi-me conquistando em cada dia. Tem muito de interessante :D

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