"Heidegger foi ao ponto de dizer que a existência humana é ser-condescendente-com-a-morte. Para viver autenticamente, temos de encarar de frente o facto da nossa própria mortalidade e assumir a responsabilidade por viver vidas importantes à sombra da morte."


Estava eu ontem estendida na toalha, um murmurinho de gente à minha volta como som de fundo, o mar a estrebuchar à minha frente e o sol a aquecer-me a pele bafejada pelo vento chato, quando li esta frase no livro "Platão e um Ornitorrinco entram num bar". A coisa fez-me sentido, por isso é que hoje estou aqui a investir uns minutos do meu Domingo para partilhar isto com vocês. 


No fundo muita coisa sobre a vida e o estar vivo se resume a isto, ou não? A morte, por mais que tentemos fingir que não existe e que não nos vai apanhar, acaba sempre por chegar. Ela, já dizem alguns, é a coisa mais certa que temos na vida. Isso traduz bem o pensamento de Heidegger. O mais interessante desse pensamento é o de que a melhor forma de encarar a vida e, consequentemente, a morte, é aceitarmos que esta é um estado de transição e que a morte é parte integrante dela. Significa isso que enquanto estamos por cá mais vale fazermos da nossa vida uma coisinha que valha a pena, viver cada momento, não perder tempo com coisas insignificantes, porque num milésimo de segundo, sem percebermos como ou porquê, tudo pode acabar. Carpe diem meus amigos, carpe diem
Vamos lá ver se não me esqueço disto eu também!   

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