Estou no jardim, já a noite aparece vir apressada ocupar o lugar do dia. A brisa amena faz as folhas das árvores balançar. Sem que me passe desapercebido, subitamente há um som que se sobrepõe ao das folhas tocadas pelo vento. Oiço um rasto de movimento contínuo e vagaroso por entre a natureza morta do chão. As folhas caídas crepitam a cada passo. Vou olhar mais de perto, já desconfiada do que será. É ele, está de volta o sapo grande, o mesmo que há duas semanas tirámos do lago e devolvemos à terra, sabendo que se ia aguentar bem sem água. Não gostamos muito dele porque é grande e viscoso. As rãs também parecem ficar incomodadas porque cantam menos quando ele está por perto. Já desde o ano passado por esta altura que ele insiste em ocupar o lago como se fosse dele. Este ano é a terceira vez que volta, insistente e não sei se o deixaremos ficar. Acho que não sabe ouvir um não e parece que quer mesmo ficar por ali. A minha casa atrai vida. Ainda bem!

2 comentários

  1. O melhor é adoptá-lo, está mais que visto que não vos vai largar :))

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  2. Já ganhaste um "afilhado" não vale a pena :)

    Beijinho*

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