Andava a pensar escrever qualquer coisa sobre como me chateia e cansa o consumismo de Dezembro, sobre como não gosto de bacalhau, de couve cozida, perú ou polvo na consoada e sobre como não acredito na história do menino Jesus. No fundo, queria bradar aos céus a grande chatice que é tudo isto do Natal, só para contrariar as correntes hegemónicas e as fotos amorosas com corninhos vermelhos de rena. Contudo, acontece que esperei demasiado tempo e agora, a menos de duas semanas do acontecimento do ano, deixei-me invadir pelo espírito natalício. Por isso mesmo, agora escrever qualquer coisa contra o Natal já não faz sentido. 

Assim sendo, esta semana já despachei as prendas e como não tenho onde as pôr já sinto necessidade de arejar a árvore artificial que guardo, durante o resto do ano, numa caixa no sótão da avó. Também já dou comigo desejosa de fazer um leite creme para a noite da consoada para estrear o maçarico de cozinha que o meu pai me ofereceu. E mais importante, apesar de saber que este ano as condições na família se alteraram e que seremos provavelmente menos, dou por mim a desejar que chegue rapidamente aquela noite em que ao calor da lareira se sente uma certa e inexplicável paz. 

4 comentários

  1. É exatamente isso: também não gosto do consumismo, do bacalhau, da couve cozida, do perú ou polvo na consoada e também não acredito na história do menino Jesus. Mas sabe-me tão bem o jantar de família, no quentinho da lareira!

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  2. ♥ :) é o que mais importa, essa paz.

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  3. Natal é família, Natal é paz e harmonia. O resto era dispensável :)

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  4. Concordo totalmente, também é esse sentimento de paz e união o que mais gosto nesta altura :)

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