A agenda 2017

by - 21.11.16



Não funciono sem papel na minha vida. Essa ideia de usar o tablet ou o telemóvel para apontar tudo, por muito prática que seja na hora de reduzir a carga que temos que carregar, para mim não dá. Não prescindo de folhear um livro, de fazer os apontamentos com a minha letra apressada e imperfeita, de me enganar e riscar e de fazer setinhas para organizar ou ligar ideias. Não abro mão dos post it coloridos nos cadernos e agendas e, apesar de recorrer pontualmente ao google keep no telemóvel para apontar isto ou aquilo, o mais importante fica sempre em papel.


Além disso, acho que os registos diários que se faz contêm algo de biográfico, e tudo o que é informatizado, para mim, é um pouco mais secundário, e corre, por isso, o risco de mais facilmente se perder. Por isso não é de hoje que ando com cadernos e agendas atrás, sobretudo tratando-se do trabalho. 


Há uns quatro anos atrás comprei a minha primeira agenda Daily Diary Planner da Moleskine e habituei-me de tal forma ao formato, identifiquei-me tanto com a maneira como está organizada, que, apesar de todos os anos andar a catrapiscar outros modelos e marcas, acabo sempre por comprar a mesma. Gosto que tenha calendários do ano corrente e ano seguinte, um quadro para planeamento que permite ter uma perspetiva mais abrangente dos meses, os feriados internacionais, mapa com fusos horários e até mesmo as medidas e tamanhos internacionais. Ainda contém um espaço para planeamento de viagens (que eu uso justamente ou para apontar viagens que vão decorrer, ou para apontar informação sobre locais que gostaria de visitar). No formato A5 contém ainda um anexo para apontar contactos (que podemos colocar na agenda do ano seguinte e não perder os contactos, por exemplo). 


Tem uma folha por dia que é simples como eu gosto, contém indicação do dia, mês e uma linha para cada hora. Depois ainda fazem as edições especiais, que são uma fofura. Há dois anos tive uma d'O Principezinho e este ano comprei a da Sally, porque me identifiquei com a frase da capa e achei piada ao facto de ser forrada em tecido. Este ano comprei um formato pocket (costumo comprar A5) e estou arrependida porque acho que não me vai dar para escrever nada! Mas enfim... hei-de sobreviver e habituar-me. :) Depois a agenda é coisa para durar um ano inteiro e não quero uma que se deteriore a meio do ano, que perca folhas (já me aconteceu com outras), que se dobre ou fique com a capa estragada e estas, mesmo dentro da mala, mesmo aqui e ali em viagem, duram. 

E vocês, preferem papel ou digital? Agenda ou sem agenda? E a Moleskine, já experimentaram ou acham um grande clichê? Que formato de agenda preferem? Contem-me tudo! :)

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