6 Dicas para a escolha dos presentes de natal

by - 14.12.16



Bem tenho tentado abolir os presentes de natal da minha vida, mas ninguém parece gostar da ideia de passar um natal em branco, sem prendas. Eu bem que começo todos os anos, sobretudo junto da família (porque somos uma carrada de gente), com aquele história de que o Natal é paz e amor, é estarmos todos juntos, é a boa conversa e empanturrar-nos em empanadilhas e boas risadas, mais "os presentes deviam ser só para as crianças", mas toda a gente me olha meio de lado, instala-se um silêncio constrangedor e a conversa termina com a minha avó a dizer: "Isso não tem jeito nenhum, não haver presentes. Faz o que quiseres mas eu vou sempre oferecer-vos qualquer coisa". Pois eu não quero ser a ovelha negra da família (já me basta ter um blogue, a mania que sei de coisas que as outras pessoas não compreendem muito bem, mais o estranho hábito de me vestir de maneira que nem sempre reúne consenso e de achar sempre que tenho algo a dizer sobre os assuntos, mais a mania de andar a fotografar tudo e todos) portanto, nisto do Natal acabo sempre por me calar e deixar-me levar pela maré. Portanto, entre os amigos secretos aqui e ali, as lembrancinhas para um ou outro amigo mais chegados e a família, lá dou comigo todos os anos enredada com as compras, os presentes e a terrível questão: o que oferecer à pessoa X?



Sou uma pessoa prática, não gosto de perder muito tempo e quando percebo que vai mesmo haver troca de presentes traço um plano rigoroso para despachar o assunto, por norma, num dia (de preferência bem antes do dia 24, para evitar confusões nas lojas). Logo, isto das compras dos presentes em massa, para mim só funciona bem se existirem algumas regras para que impus a mim mesma e que servem: i) para me orientar; ii) para me balizar.

1. Não sair de casa sem uma lista
Gosto de fazer listas no que toca a compras, porque assim não me desoriento "no terreno". A minha lista de presentes de Natal contém, normalmente, três colunas: i) Quem  - a pessoa que vai receber o presente; ii) O quê - o que vou oferecer; iii) Onde - o local ou locais onde sei que vou provavelmente encontrar o que procuro. Assim quando saio de casa já tenho uma ideia de para onde me dirigir e evito andar a procurar de loja em loja.


2. Optar por presentes com utilidade
Na hora de pensar o que oferecer aplico sempre esta regra de procurar adquirir algo que sei que a pessoa vai utilizar no dia-a-dia e/ou que vai ao encontro dos seus gostos (no caso de a conhecer muito bem). Isto exclui da minha lista bibelots ou objetos que sei que normalmente toda a gente tem aos molhos, ou que acabam por ficar encostados porque não se sabe muito bem o que fazer com eles. Por outro lado, inclui na minha lista objetos genéricos tão simples como peúgas one size, velinhas, bombons, canecas, que normalmente ofereço nas trocas de presentes (porque se aplicam a qualquer pessoa, mesmo as que não conhecemos muito bem), ou produtos um pouco mais específicos, se conheço os seus gostos ou necessidades.

3. Estabelecer um limite orçamental para cada presente
Às vezes falho nesta, confesso. Há alturas em que dou por mim a quebrar a minha própria regra ou, na loucura das loucuras, a esquecer-me mesmo dela. Acho uma ótima ideia definir quanto queremos gastar com cada presente, porque nos ajuda na hora de decidir, mas a verdade é que se procuro artigos muito específicos para alguém, normalmente as pessoas mais próximas, nem sempre consigo cumprir o limite orçamental que defini. Isto é uma bosta porque quando dou por mim gastei um pouco mais do que estava à espera, mas o que me salva é que escondo os talões e atiro o assunto para trás das costas. Há-de chegar o dia em que vou conseguir cumprir isto na íntegra. Ou será que não?



4. Optar por comprar em lojas com descontos
Cada vez mais as lojas estão competitivas entre si e fazem descontos na época festiva. Isto é uma estratégia que por um lado apela ao nosso consumo, é certo, mas por outro lado traz-nos vantagens de adquirir produtos mais baratos. Eu opto por comprar em lojas onde tenho cartão (porque se não fazem desconto direto, normalmente ficamos com dinheiro em cartão para descontar mais tarde), ou em lojas que estão efetivamente em promoção. 

5. Não esquecer a lógica do "faça você mesmo"
Confesso que no ano em que fiz eu todos os presentes percebi que com a compra dos materiais, mais a trabalheira que me deu, não compensou assim tanto. Ainda assim todos os anos me pergunto se haverá algo que posso ser eu a fazer para personalizar um pouco o presente e não parecer que só fui ali à loja comprar algo para despachar o assunto. Este ano lembrei-me que, já que não pretendia ser eu a criar os presentes, podia pelo menos criar o embrulho. Isto traz duas vantagens: i) dá um toque pessoal e mimoso, mais cuidado; ii) prolonga um pouco o efeito mistério, porque muitas vezes os embrulhos das lojas contêm indicação da marca, o que se torna demasiado previsível. 
  
6. Nunca, jamais, em tempo algum, oferecer lingerie ou perfumes
Falo por mim que não gosto de cuecas com bonequinhos e que só gosto do perfume que uso, o que eu escolhi e com o qual me identifico. Isto significa que há presentes que são demasiado pessoais e, a menos que se conheça bem os gostos da pessoa e se tenha com ela uma certa relação de intimidade, não me parece que tenhamos que andar a meter o bedelho nesses assuntos. Pode-se estar a dar um tiro completamente ao lado, e tudo bem que há os talões oferta e a pessoa pode sempre trocar o artigo, mas pessoalmente prefiro não arriscar. Depois há sempre os voucher de oferta e aí sim, a pessoa que o receber pode comprar efetivamente algo a seu gosto.

E pronto, é isto! Agora digam-me lá, são dos tais sortudos que se contentam só com os sonhos e rabanadas no Natal, ou também andam às voltas com os presentes? E que estratégias utilizam para se organizar nesta matéria natalícia?

Hohoho! ;D

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6 comentários

  1. São ótimas dicas e se as seguirmos, vamos conseguir fazer com que as pessoas apreciem os presentes e nós poupemos também no orçamento =)
    Beijinhos

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  2. Gostava de ser assim organizada! No meu caso a prenda mais importante é a do meu sobrinho, as restantes são só umas lembrancinhas, ninguém liga muito às prendas!

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    1. E eu gostava que ninguém ligasse muito às prendas. :D

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