Quando nos mudamos a arrumação é sempre um problema (quem já passou por isso deve concordar comigo). Pessoalmente tinha em casa pouca área preparada para esse efeito e não podia fazer um investimento imediato em roupeiros ou outras soluções caras. Posto isto, o que fiz foi rentabilizar o que tinha e arranjar soluções baratas para me desenrascar.

1. GANHAR ESPAÇO 
Se bem que não tinha muito por onde destralhar, na mudança de casa desliguei-me de alguns itens que estavam no limbo, ou seja, que sabia que não estava a usar já há algum tempo, mas ainda não tinha tido coragem de colocar completamente de lado. Assim, tanto eu como o Sérgio ficámos reduzidos ao essencial. Se as mudanças não servem para isso, para nos libertar do que não precisamos, então não sei para que servirão! Tenho noção que arrumar tudo em dois roupeiros pequenos e pouco mais, apenas foi possível porque o Sérgio é minimalista e eu (à excepção dos sapatos - tenho um problema com os sapatos!) ando a esforçar-me por sê-lo também, pelo que tenho optado por fazer compras mais refletidas e com menos compulsão. Isso resulta em menos de tudo para arrumar.

2. ADAPTAR OS ESPAÇOS ÀS NECESSIDADES DIÁRIAS
Há dois roupeiros na casa: um situado no hall de entrada e o outro naquele escolhemos para ser o nosso quarto. Isto levou-me a pensar imediatamente que esses dois espaços tinham que ser muito bem aproveitados de forma a acomodar tudo o que tínhamos em termos de roupa, sapatos e acessórios. Percebi logo que não ia ter como concentrar tudo no pequeno roupeiro do quarto, portanto virei também a minha atenção para o hall de entrada que tinha que ser, sobretudo, funcional (afinal é a primeira divisão onde entramos quando chegamos a casa e a última que abandonamos quando saímos). Pensá-lo implicou considerar as nossas dinâmicas diárias ao entrar e sair de casa e torná-lo o mais prático e organizado possível.

Eu queria um cabide algures e o hall de entrada pareceu-me o local mais adequado. Pareceu-me importante ter um local onde pendurar malas, casacos e afins (nossos e das visitas). Contudo, depois de o colocarmos na parede comecei a pensar que estar todos os dias a pendurar malas numa parede branca ia sujá-la. Uma cesta colocada por baixo do cabide resolveu-nos a situação. Agora podemos simplesmente chegar a casa e atirar o que for preciso lá para dentro. O cabide fica assim liberto para chapéus e casacos.

Os casacos, principalmente os sobretudos de inverno, ocupam imenso espaço, logo, optei (digo optei porque sou eu a maníaca das arrumações, logo ficou automaticamente delegada em mim essa tarefa) por arrumá-los no roupeiro mais pequeno que se situa no hall de entrada. Também coloquei lá os acessórios. Isto libertou-me espaço no outro roupeiro e, simultaneamente, tornou-se bastante funcional, porque o facto destes itens estarem à entrada/saída de casa é muito prático. Dá-nos jeito arrumar logo assim que entramos, e evita que ande tudo espalhado. Além disso, são a última coisa que precisamos de agarrar antes de sair.

Os sapatos, pela mesma ordem de ideias, estão acomodados no hall, assim como um banco que foi aí colocado a pensar na rotina do calça-descalça. Aproveitei uma promoção para comprar uma sapateira para arrumação das sandálias de verão. Tem quatro gavetas e dá para cerca de 12 pares ou mais, dependendo do tipo de sapato. A vantagem é que é tão estreita que consegui colocá-la na parede junto à porta de entrada sem interferir quando a abrimos. Claro que isso não me resolveu, por si só, a questão da arrumação dos sapatos todos, mas já lá vamos um pouco mais à frente! 

3. RENTABILIZAR O QUE SE TEM
De caras percebi logo que ia faltar espaço e que tinha que encontrar soluções, o que me obrigou a pensar fora da caixa. Primeiro virei a minha atenção para o roupeiro do quarto: um varão, uma prateleira por cima do varão e três gavetas. Pendurei aquilo que tinha que ser pendurado: vestidos, saias, camisas e outras roupas de tecidos mais delicados, ocupei as gavetas com uma parte da roupa e usei cestos e caixas para me auxiliar na organização. Coloquei na prateleira mais alta a roupa de outras estações e um cabide junto ao roupeiro serve para pendurarmos a roupa que despimos. Isso e uma cómoda que já tinha na casa dos meus pais resolveram uma boa parte da questão.

Ficava ainda a sobrar roupa por arrumar, pelo que percebi que tinha que rentabilizar o espaço vazio na parte de baixo do roupeiro. Fazer prateleiras por medida levava tempo e saía mais caro, portanto pesquise e acabei por comprar uma estante básica com quatro prateleiras que tinham medida para caber aí. Isso permitiu-me ganhar arrumação num espaço que provavelmente não serviria para mais nada. 







Como tinha um aparador de sala de jantar que não ia ser necessário para guardar loiça (tenho bastante arrumação na cozinha e, lá está, pouca loiça!), e como não o queria efetivamente a ocupar espaço na sala, optámos por colocá-lo no corredor. Por ter um design minimalista achámos que não era despropositado. Aí passou a servir como armário de apoio à arrumação e os restantes sapatos encontraram aí o seu cantinho. Para preservar o bom estado do aparador optei por colocar os sapatos dentro de caixas que funcionam como gavetas. Ainda me faltava espaço para os sapatos de salto, confesso. Esses guardei-os no roupeiro do quarto, num espacinho que ficava a sobrar à frente da estante.

E vocês, que estratégias utilizam para arrumar em casa as vossas roupas e acessórios? São imaginativos e organizados, ou preferem ter tudo mais ao acaso?

6 comentários

  1. Sou um bocadinho freak da organização, não consigo ter as coisas ao calhas! :)

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  2. est mês destralhei tudo e ganhei imenso espaço, é tudo uma questão de organização

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  3. Ando constantemente a destralhar e reorganizar. A casa é grande mas somos quatro, tem de estar tudo operacional :)

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